Arquivo do mês: abril 2011

Vinhos do Uruguai (parte I)

Como primeiro comentário – propriamente dito – sobre vinhos, optei por falar um pouquinho sobre os vinhos do Uruguai (tema pouco encontrado). Para ficar mais dinâmico (e diante do nosso “tempo curto”), os comentários ficarão divididos em partes, seguindo abaixo o “capítulo inaugural”. Vamos lá:

Na Europa e nos Estados Unidos, quando se fala em vinhos da América do Sul, sem dúvida as grandes referências são o Chile e a Argentina, esta última com maior impulso nos últimos anos. O vinho brasileiro ensaia seu posicionamento no mercado mundial, cujas portas de acesso, provavelmente, serão os nossos espumantes. Pouco se comenta, inclusive aqui no Brasil, sobre o vinho uruguaio e a sua potencialidade. De um modo geral, a ligação do vinho do Uruguai se faz através da uva Tannat (bem próxima da relação Argentina-Malbec ou Chile-Carmenere, embora as situações não sejam idênticas).

Esta visão miúda do Uruguai merece ser mudada. Há, sem dúvida, ótimos vinhos produzidos no Uruguai e, como ainda não “explodiram”, os preços são bem convidativos (em especial se a aquisição for feita no próprio Uruguai). Diante do quadro e depois de e-mail informal com Daniel Perches (www.vinhosdecorte.com.br) surgiu a idéia de confeccionar pequena e descompromissada resenha sobre os vinhos do Uruguai, cujo objetivo maior e trazer informações básicas para os que desejam conhecer pelo menos o essencial dos vinhos do nosso país vizinho.

 

Tannat

Como todos sabem, a uva emblemática no Uruguai é a Tannat. Utilizada basicamente na França como coadjuvante em vinhos de corte (com a intenção de dar mais peso e longevidade), no Uruguai a Tannat assume o papel de estrela em vários vinhos, sendo utilizada – até de forma vulgar – em varietais. Se em todo vinho é importante observar o produtor, esta missão se torna obrigatória nos vinhos uruguaios e, especialmente, nos “Tannat´s”. Há uma variação muito grande na qualidade que deve o apreciador ficar atento, a fim de não ter desagradáveis surpresas.

Vale lembrar que a Tannat é hoje prestigiada até mesmo por não apreciadores de vinho, pois muito tem se divulgado sobre seus predicados medicinais, notadamente na prevenção de alguns problemas cardíacos. Confira (em exemplos): http://www.newton.freitas.nom.br/artigos.asp?cod=48 – http://www.bemdesaude.com/content/vinho_faz_bem_a_saude.html

 

Vinícolas

A maioria das (boas) vinícolas fica na região de Canelones, que fica no “em torno” de Montivideo. Há vinícolas tão perto que em vinte minutos você consegue se deslocar até elas saindo do centro da capital uruguaia. Uma imperdível é a BOUZA, que trabalha com o conceito de “Bodega Botique”

No bom site www.uruguaywinetours.com existem informações variadas sobre as vinícolas mais prestigiadas (em futura postagem comentaremos as nossas preferidas e as visitas que fizemos em alguns estabelecimentos).

Safras

Os vinhos uruguaios, muito mais que os chilenos e argentinos, recebem influência das safras respectivas. Este é um detalhe que pode (e deve) receber a atenção do apreciador no vinho.

Com olhos para este século (até porque serão as garrafas mais fáceis de localizar), a safra de 2004 produziu vinhos de grande equilíbrio e promessa de boa guarda (em especial para a Tannat que atingiu bom teor alcolico até mesmo em vinhos mais simples). Destaque também para as safras 2000 e 2002 (adiante vamos indicar alguns vinhos e suas respectivas safras). A safra com mais variações, sendo marcada como irregular, foi a de 2003 (há bons vinhos, em especial dos produtores tradicionais, mas de um modo geral não estão no nível das safras 2000, 2002 e 2004). Em tabela ilustrativa, baseada nos vinhos que degustamos e levando em conta ainda outras informações disponíveis, estampamos as seguintes notas:

Bom, por agora é só. Voltaremos em breve com a segunda parte de “Vinhos do Uruguai”.  Abraços, Mazzei

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16 Comentários

Arquivado em Dicas de Vinhos

Começando o blog…

fdg

Caros amigos,

 
Para mim a maior virtude do vinho é a de aproximar as pessoas. Ele propicia momentos de contemplação que, sem dúvida, são completos quando compartilhados com outras pessoas.
 
Por tal motivo, embora enfrente um problema comum a todos (“tempo muito curto”), resolvi abrir este espaço para que seja possível conversarmos sobre vinhos. A idéia central deste espaço é aproximar os amigos apreciadores do vinho, estampando informações úteis e experiências.
 
Abraços a todos e um (de vários) brinde(s) !!!
 
Rodrigo Mazzei
 
 

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